4 destinos imperdíveis no Brasil para explorar nos feriados de 2018

4 destinos imperdíveis no Brasil para explorar nos feriados de 2018

20 de janeiro de 2018 Destinos 0

 

 

Feriadão é sinônimo de alegria. Mais alegre ainda fica quem se permite explorar o país abençoado por deus e bonito por natureza. Então, tu que queres conhecer destinos no Brasil, tá com roteiro e coração abertos pra aventuras, vem comigo: aqui tem 4 destinos imperdíveis – tem praia, cachoeira, história e encantamento -, possíveis de serem explorados em 4 dias e que vão transformar tuas mini-férias.

Aqui você sabe mais sobre: Marajó, Arraial do Cabo, Tiradentes, Bonito, cultura, história do Brasil, Amazônia, planejar viagem no feriadão.

 

#1. Arraial do Cabo, o Caribe brasileiro:

 O Rio de Janeiro é um estado famoso por sua capital. Mas enquanto os olhos se voltam pra lá, convidamos você a conhecer seu arredor, mais especificamente Arraial do Cabo.

Beleza natural:

Menos badalada que o Rio, Arraial é um destino mais barato que a capital. Seus 153 km2 permitem uma estadia rápida. Ideal para se deslumbrar com o azul das praias e a vida marinha – é possível se programar para ver baleias no meio do ano. Ah, a fauna é incrível devido à Ressurgência, um fenômeno em que águas profundas e cheias de vida sobem para áreas mais rasas do oceano. Já pensaste?

Praias pra que te quero:

Considerado um  dos melhores locais de mergulho do país, a cidade tem alguns pontos de natureza selvagem e praias acessíveis – consegues ir a todas elas a pé. Visite a Praia do Forno, Praia do Farol – que tem limite de visitantes, fique atento –  e não deixe de ir ao Mirante do Pontal do Atalaia.

Passeio de barco:

Pode ser o ápice da sua viagem: programe-se com uma das várias empresas que oferecem o serviço (tente reservar com antecedência). Você poderá ir a vários pontos, conhecer ilhas próximas, dependendo da empresa e passeio que escolher. Se preferir adentrar a mata e fazer trilha, também dá: há algumas empresas locais que exploram o ecoturismo.

Localização, comida e hospedagem:

Arraial do Cabo está na Região dos Lagos, portanto é possível desfrutar de outros destinos próximos como Cabo Frio, a 15 km e Búzios, a 38 km, o que é ótimo para quem quer explorar destinos paradisíacos – uma viagem rápida de ônibus te leva de uma a outra cidade. As hospedagens vão das mais simples até as de luxo, em que você pode encontrar diárias de mais de R$1.000.

Comer em Arraial também pode ser uma experiência incrível: os pescados da localidade são deliciosos. Por causa da Ressurgência, a variedade e quantidade de frutos do mar é imensa. Aproveite.

Como chegar a Arraial:

Para chegar a Arraial do Cabo, o ideal é sair da capital do Rio de Janeiro de ônibus, em uma viagem de 2h30 aproximadamente. Se chegares no Rio pelo aeroporto Galeão, podes sair direto de lá de ônibus (Viação 1001). Se escolher ir de carro, saindo do Rio, é bem fácil alugar um carro de qualquer um dos dois aeroportos da capital.

 

#2. Bonito, um quase refúgio no Mato Grosso do Sul:

Se a tua ideia é curtir cachoeiras, rios transparentes e ter gente por perto, Bonito pode ser uma opção muito feliz.

Natureza e Gente:

Com uma boa infraestrutura, a cidade consegue receber todo tipo de gente. Além disso, é um município que tem compromisso com a sustentabilidade. Pra teres uma ideia, em 2013, o município recebeu o prêmio de melhor destino de turismo responsável do mundo (World Tourism Awards).

Pra se aventurar:

Cheio de rios, grutas, cachoeiras, fauna variada é possível contemplar a natureza, aproveitar as águas, além de se aventurar fazendo trilhas, mergulho, rapel,  arvorismo, flutuação, stand up paddle e, para os menos radicais, cavalgada ou passeio de bicicleta.

Beleza que salta aos olhos:

A gruta do Lago Azul é tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), obrigatório no teu roteiro: sua profundidade é desconhecida e suas águas cristalinas. Fique ligado: a capacidade de visitação diária é de 305 pessoas.

Algumas empresas fazem o passeio: visita à gruta seguida de flutuação nos rios. E, por falar em flutuação, o Rio Sucuri é a principal atração nesse quesito – você vai nadar em águas transparentes com peixes ao lado.

Muitos lugares limitam número de visitantes e você vai precisar das agências de viagens para garantir vouchers para as atrações.

Comer e descansar:

Visite os balneários do município – Ilha Bonita, Municipal, Balneário do Sol, Ilha do Padre e Lago da Capela – , que oferecem infraestrutura digna e são uma ótima opção para relaxar entre as aventuras. Neles também é possível se deliciar com os peixes locais, como pacu, dourado, piraputanga. Prove o Tereré, bebida feita de mate e água fria, tomada num chifre de boi (Guampa).

Como chegar a Bonito:

Saindo de Campo Grande, a capital, pegar uma van pode ser a opção mais bacana. Talvez não mais barata que o ônibus, mas no final o custo-benefício compensa. Dá pra chegar de avião, mas o preço é bem salgadinho. São 300 km de Campo Grande, a capital de MS, até Bonito, aproximadamente 5 h de viagem com ônibus que saem de manhã, a tarde e à noite.

 

#3.Tiradentes, uma aula de história e beleza:

Se tua ideia não é natureza, mas a garantia de belas imagens mesmo assim, a gente te recomenda Tiradentes,  em Minas Gerais.

 

Eu só quero sossego:

A palavra de ordem aqui é tranquilidade. Em Tiradentes a pedida é flanar pelas ruas da cidade bucólica, comer (muito) bem, conhecer mais da história do Ciclo do Ouro no Brasil e fotografar paisagens lindas. Assim, sem muita badalação.

A história como destino:

No Brasil, quando se fala em preservação histórica, Tiradentes sai na frente. Ela é uma das cidades do Circuito Estrada Real (http://www.institutoestradareal.com.br), a maior rota turística do país que passa também por São Paulo e pelo Rio de Janeiro e tem os caminhos que foram oficializados pela coroa portuguesa para o trânsito de ouro e diamantes, na época do Ciclo do Ouro.

O nome da cidade é uma homenagem ao integrante mais célebre da Inconfidência Mineira, o movimento que tá até hoje gravado em cada canto da cidade, e o local é tombado pelo IPHAN.

Igrejas, museus, arquitetura e arredores:

Invista seu tempo para conhecer a arquitetura de Tiradentes – as igrejas são parada obrigatória. A única com obras de Aleijadinho  é a Igreja Matriz de Santo Antônio, que fica no topo de uma colina e pode ser vista de vários pontos da cidade.

O Centro Histórico todo é um ponto turístico. Cada rua carrega muita história e a arquitetura salta aos olhos: observe os lindos casarões enquanto tu passeias pelo Largo das Forras, a Prefeitura de Tiradentes,  que se destaca na paisagem por sua altura, e dê atenção ao Chafariz de São José, que era a fonte de água da cidade no século XVIII.

Os museus  têm temática de religião predominante. Entre eles estão o Museu Casa Padre Toledo, o Museu da liturgia e o Museu de Sant’Ana, com imagens da santa protetora. É um passeio que vale a pena até pro bolso: os ingressos vão de R$2,50 a R$10.

Agora, não deixe de aproveitar para conhecer as cidades ao redor de Tiradentes. Vá de Maria Fumaça até São João Del-Rei, conheça Bichinho, um povoado conhecido por sua rica produção artesanal de móveis de madeira de demolição (ele fica entre Tiradentes e São João Del-Rei).

Coma bem e descanse:

Os queijos e doces mineiros são uma grande atração, mas Tiradentes também é reconhecida como ponto alto da gastronomia no país: os restaurantes, que vão desde gastronomia contemporânea até a tradicional culinária mineira, demandam reserva!

Para descansar, uma boa notícia: o charme da cidade está até nas pousadas, que podem ser encontradas a preços acessíveis.

Como chegar a Tiradentes:

Saindo de Belo Horizonte (190 km de distância), a melhor forma de chegar é de ônibus ou carro. Caso opte pelo carro, o trajeto entre as outras cidades ao redor fica bem mais fácil. É possível também ir de ônibus ou carro saindo do Rio de Janeiro ou de São Paulo.

 

#4. Ilha do Marajó, a maravilha de estar na Amazônia

Esqueça a ideia de separar calmaria, natureza, história, cultura. Pode colocar tudo junto e misturado: você está no Marajó, em plena Amazônia.

 

Amazônia em seu melhor:

A ilha do Marajó é a maior ilha flúvio-marítima do mundo, ou seja, é banhada pelo mar e pelo rio. Só isso já te dá vontade de chegar, não é não? É formada por 12 cidades, dentre as quais, Soure e Salvaterra garantem a melhor infraestrutura para te receber bem.

Ainda pouco explorado por brasileiros, o destino, que tem parques, área de proteção e várias reservas extrativistas, oferece detalhes irresistíveis: é um ponto alto no exotismo da culinária brasileira, tem a cerâmica marajoara (uma aula de história e cultura indígena), passeios de barquinhos locais, carimbó (uma dança típica da região), uma fauna incrível.

Cultura indígena, passeios ecológicos e fauna:

Pode chegar de coração aberto por aqui: a população marajoara (e a paraense, de um modo geral) é super receptiva. Aproveite seus dias para conhecer a cultura do local, por meio de sua cerâmica, que pode, inclusive, ser aprendida com moradores locais. A cerâmica marajoara data do século VII d.c. e é a mais antiga dentre as artes de cerâmica do Brasil. Não bastassem as belezas naturais da Ilha, sua cerâmica garante que as belezas dos detalhes feitos por mãos humanas saltem aos olhos.

Se puder, visite o Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari – com um acervo pequeno e interessante para conhecer mais da cultura local -, mas se for ficar em Soure e Salvaterra apenas, faça passeios ecológicos nas fazendas do local e não deixe de ir nas praias de Joanes e Grande, em Salvaterra.

Você vai ficar impressionado com a quantidade de búfalos na Ilha – mais de 600.000 (população que ultrapassa a população humana do local)- e com oartesanato feito com seu couro. E não vai ficar menos impressionado com a revoada dos Guarás, um belo pássaro local.

Paraense come bem. E sabe descansar:

No Marajó você vai comer sempre bem. A grande população de búfalos garante que os pratos principais sejam compostos por sua deliciosa carne, além de seu queijo. Os peixes da região também não deixam a desejar: você precisa provar Filhote, acompanhado, claro, do já famoso tucupi. Experimento o Turu, um molusco rico em proteína (recomendado para os já iniciados, que não têm medo de experimentar pratos MUITO exóticos), e as frutas típicas (e seus sucos e  doces) como cajarana, cupuaçu.

As hospedagens são modestas – na verdade toda a estrutura da Ilha é modesta, o que não necessariamente é algo ruim: a simplicidade das casas e hotéis garante um passo mais devagar, a possibilidade de olhar mais detalhadamente, no ritmo da Ilha. A proximidade com a natureza está em cada pedaço e momento.

Como chegar no Marajó:

Como eu te disse, essa não é uma beleza só: é uma maravilha. Para chegar à Ilha do Marajó, a melhor forma é descer de avião em Belém (para depois fazer uma travessia mágica pelos rios amazônicos e chegar ao destino final). E só isso já vale a pena: Belém é uma linda capital cheia de história e sabores. Se você for na época do carnaval, tão melhor: aproveite pra pular nos bloquinhos e depois seguir para o Marajó, saindo bem cedo e aproveitando a natureza.

A viagem até Belém pode ser mas em conta do que você pensa (fique sempre de olho nas promoções) e, a partir daí, apesar da distância não muito grande até a Ilha, é necessário pegar uma embarcação na cidade, que, após 3h de viagem chegará em Salvaterra. A partir daí, é começar a explorar, indo para Soure ou outra localidade da Ilha. Quer saber mais sobre como ir de Belém ao Marajó? Clique aqui. 

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