Dicas essenciais para mulheres que viajam de carona

Dicas essenciais para mulheres que viajam de carona

10 de março de 2018 Sem categoria 0

Pati e Dani decidiram cair na estrada…pedindo carona!

 

Viajar sozinha pode ser um desafio por si só. E que tal ser mulher e viajar pedindo carona? O Belém Hostel já recebeu duas mochileiras corajosas que decidiram encarar a estrada pra conhecer o mundo.

Conheça Patrícia e Dani, que nos concederam uma entrevista falando de sua liberdade, e da aventura em que se jogaram para chegar a vários lugares. Quer saber mais? Vem de carona com a gente.

Patricia Kretzmann (34) é professora de Yoga e facilitadora de meditação, mindfulness e Disciplina Positiva. Formada em Jornalismo, por muito tempo trabalhou em empresas privadas. Após anos trabalhando na área de projetos, decidiu trabalhar com ferramentas associadas a seus valores de vida: pegou a estrada para viajar o Brasil de carona, com o propósito de realizar trabalhos voluntários no caminho, ensinando Yoga para crianças de escolas públicas e palestrando aos pais sobre educação infantil. Além de conhecer novas culturas, lugares e pessoas.

Danielle Nascimento (30) é uma estudante universitária que morava em Recife. Mudou-se para o agreste pernambucano para buscar uma vida longe do estresse das grandes cidades. Também decidiu pegar a estrada para conhecer um pouco mais da realidade brasileira.

Além do fato de serem mochileiras, elas têm várias outras coisas em comum: ambas realizam viagem de baixo custo com ferramentas online e colaborativas como o workaway e o couchsurfing – além de…pedir carona! Isso mesmo, elas viajam o Brasil com caminhoneiros estrada a fora e são provas vivas de que viajar com um orçamento muito, muito baixo é possível e mais seguro do que a gente pensa.

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Precauções, aonde dormir e mais…

BH: Uma das maiores preocupações é o assédio. Rolou algo com vocês que representasse uma situação de risco?

PATI: Estatística zero com relação às caronas. Todos os motoristas foram respeitosos e tranquilos. Costumo dizer que tem mais pessoas boas do que ruins.  Claro que pode rolar assédio, então fico sempre alerta e a qualquer sinal, deixo logo claro meu objetivo.

DANI:  Sim, já rolou assédio. Mas nada que uma conversa não resolva. O negócio é conversar com eles. O que rolou foi um motorista querendo apenas ficar abraçado e de certa forma já é desconfortável. A dica é conversar e não dormir na cabine, isso basicamente já resolve.

BH: E quando vocês estão na estrada e chega a hora de dormir, o que vocês fazem?

PATI: Eu durmo no chão do posto de gasolina. Uso um colchonete, saco de dormir, coloco a mochila em baixo das pernas e abuso do repelente.

DANI: Durmo na cabine quando me sinto segura, mas de toda forma o melhor é dormir em uma rede do lado de fora. Assim você dá zero chance de ele interpretar algo errado.

 

Desistir? Jamais!

BH: Vocês têm alguma cautela com relação a segurança ao pegar caronas?

PATI: Sim, não viajo a noite, escolho preferencialmente carros de empresas e não durmo na cabine do caminhão. Sempre faço um network nos postos de gasolina, tento conversar com várias pessoas antes de entrar em qualquer caminhão. Assim que escolho a carona eu envio a placa e o nome do motorista para um grupo de pessoas que acompanham a minha viagem.

DANI: Peço carona em posto de gasolina e faço logo amizade com os frentistas. Postos rodoviários também considero seguros. Sempre peço contato de outros caminhoneiros para que eles, de uma certa forma, já façam a ponte e me indiquem para outra carona.

BH: Algum momento você pensou em desistir de fazer a viagem? Porque?        

PATI: Sim. Quando comecei a viajar eu não sabia se estava no caminho certo. Pensei em desistir várias vezes por ainda estar muito conectada em um relacionamento que tinha terminado recentemente e essa pessoa era muito importante para mim. Mas em nenhum momento eu pensei em desistir por dificuldades da estrada, falta de grana ou medo.

DANI: Sim, porque uma coisa é você ler sobre pessoas falando que dá pra viajar outra coisa é ter coragem e ir, já que também viajo sem grana. Medo de ficar na estrada e não conseguir carona. Ah, também porque sempre fui de planejar muito, de ter algo certo.

 

Meninas, caiam na estrada!

BH: Qual o recado que você da para mulheres que têm vontade de viajar da mesma forma, mas não têm coragem?

PATI: Existem várias fontes pra você consultar sobre viagem. Tem muita gente publicando sobre isso e recomendo realizar essa pesquisa. Eu li um livro chamado Portas Abertas, da Aline Campbel, que é uma menina do Rio que viajou pra Europa por 3 meses sem um dólar. Ela fez tudo de carona, couchsurfing, se alimentava na casa das pessoas trocou o trabalho por coisas. Vale muito ouvir depoimentos, histórias, ler sobre linguagem corporal, olho no olho… entender como você passa segurança pra outras pessoas sem marginalizar elas, como os caminhoneiros, por exemplo. A dica é deixar claro o seu objetivo: quero chegar a outro lugar sem nenhum tipo de troca (no caso da carona). Uma boa ideia é comunicar que outras pessoas estão te assistindo. Antes de entrar no caminhão eu pergunto: você tem problema se eu divulgar o seu nome e placa pra um grupo de amigos que me acompanham no whatsapp Se ele tiver problema eu não vou. Se não, eu pego a estrada!

DANI: Primeiro é ler e participar de alguns fóruns de mochileiros. Outro é ter uma rede pra poder dormir onde estiver, sem problemas (eu não levei e vi na prática o quanto é necessário, rsrsrs, mas sabia). Um mapa ajuda muito. Levar pouca coisa e, se possível, coisas portáteis. Sem elas, você viaja mais tranquila pra não ter perdas e fica frustrada se, por acaso, acontecer. Nunca me aconteceu.

Aqui no Belém Hostel, a gente sabe que é importantíssimo pensar em segurança, por isso, sempre, sempre a gente recomenda: faça seu roteiro com antecedência, pesquise sobre os lugares que vai, aonde vai comer, quanto vai gastar.

Planejamento e segurança andam de mãos dadas, principalmente quando se é uma mulher viajando sozinha. Ainda não decidiu pra onde vai? Pesquise. Já decidiu? Pesquise também. Se for vir para Belém, a gente tem um quarto especial só pra meninas! Massa né? Basta solicitar uma reserva no quarto Carimbó.

 

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