praça batista campos

O que fazer em Belém: 4 lugares verdes pra você amar na cidade.

 

 

Quando a gente viaja, o que está procurando? Bom, cada um tem um objetivo, um roteiro, mas no fim das contas estamos todos procurando experiências boas, que marquem e sobre as quais vamos contar histórias e dar boas risadas.

Por isso, quando escolhemos um destino e viajamos em grupo, ou quando o assunto é viajar com a família, pensamos em lugares que possam agradar a todos ao mesmo tempo, tragam memórias pra cada um, rendam fotos pra ilustrar quando formos narrar as aventuras que vivemos, né verdade?

Estar em uma cidade, com a infraestrutura de cidade turística e que tenha locais em que a natureza seja muito presente é um privilégio.

Quando a gente pensa em o que fazer em Belém, não pode deixar de citar isso: a capital do Pará é uma cidade de natureza, cheia de corredores de mangueiras, revoadas de pássaros à tarde, frutas que caem das árvores e parques verdes que vão deixar você de boca aberta.

A gente separou aqui 4 lugares pra ir em Belém que vão fazer diferença na sua viagem, encantar seus olhos – e de quem estiver te acompanhando nos seus passeios. 

Eles contam com a vantagem de estar dentro da cidade, ou seja, é sair da natureza com o pé na urbanização.

Aqui você sabe mais sobre: viajar em grupo, viajar com a família, parques em Belém, praças em Belém, lugares para ir em Belém, o que fazer em Belém.

 

Lugares para ir em Belém

(e se encantar)

 

1.Praça Batista Campos

Bairro onde fica: Batista Campos

Horário de Funcionamento: 24 h

 

Uma dica: esqueça o conceito de “pracinha”. Nessa praça aqui tem criança brincando, tem pipoqueiro, tem cachorro correndo, mas o seu tamanho a retira dessa classificação.

 

A praça é imensa e linda: tem mangueiras e samaumeiras que garantem a proteção do sol – principalmente de junho a setembro é bom ter cuidado com ele – e garantem beleza.

A Praça Batista Campos foi tombada pelo município em 1983 e em 2005 ganhou o prêmio de Praça mais bonita do Brasil.

Com várias vias internas e pontes, sob as quais passam pequenos “riachos”, é um local em que as pessoas se exercitam: é bem comum 5 da manhã já ver gente correndo, mas os horários de pico são às 7h, 8h e às 19h, 20h.

Por isso, escolha horários de sol mais ameno ou com menos gente circulando – se preferir menos agitação: 10h às 12h (tá aqui o sol pode castigar), de 16h às 18h, por exemplo.

A Praça  tem coretos e vários banquinhos: pode parar para, apenas, observar o verde, as pessoas ou o movimento dos carros.

Ela fica em um bairro central de Belém, com todas as características que um bairro central, mas considerado nobre, tem: muito movimento, comércio, mas muitos prédios residenciais por perto.

Você vai ver colégios, supermercado, igreja, farmácia por perto. Ao redor da Praça há várias barraquinhas de côco, para você amenizar o calor.

Aos domingos e feriados, as pessoas que moram na região – e até quem mora mais longe – colorem o lugar, levam crianças, vão se divertir com seus cachorros. É um clima muito agradável.

Em outubro a Praça Batista Campos ganha outra cara: como é época do Círio de Nazaré – a maior festa religiosa do Brasil – muitas pessoas vêm de outras localidades e a prefeitura arma um festival bem iluminado com eventos todas as noites.

Ah, fique de olho na segurança – e isso é uma dica pra todos os pontos turísticos – a Praça tem guardas municipais e uma guarita bem central, caso você precise de algum auxílio.

 

2.Praça da República

Bairro onde fica: Campina

Horário de Funcionamento: 24 h

 

A Praça da República fica no centro da cidade, bem no centro mesmo, no bairro Campina, dentro da área mais comercial da cidade. E ela é imensa – maior que a Batista Campos (!) –  e a beleza acompanha o tamanho.

Ela transpira história: se transformou em Praça quando um monumento em homenagem à república – e à liberdade – foi erguido em sua área central.

Toda sua arquitetura tem uma evolução histórica perceptível, com as calçadas, pavimentações, monumentos.

Além disso, olha a quantidade de pontos a serem visitados relacionados a ela: Teatro Waldemar Henrique, Theatro da Paz, Bar do Parque, Cinema Olympia (o cinema mais antigo do país em funcionamento).

Claro, a Praça é cheia de verde: com árvores imensas cobrindo toda sua extensão e fazendo corredores verdes também nas ruas que a circundam.

Durante a semana, a Praça da República é local de passagem dos mais apressados: por ser na área comercial e financeira da cidade, é um dos lugares para ir em Belém mais adequado aos fins de semana, quando ocorre uma feirinha – sempre aos domingos – por toda sua extensão.

Nessa feirinha sempre tem: comida típica, artesanato, cultura local, apresentações de artistas locais e muito mais.

Fique atento aos períodos, também: durante o Círio (em outubro), como as ruas que a circundam são passagem da procissão, arquibancadas são armadas em uma de suas calçadas.

A Praça da República é cercada majoritariamente de prédios comerciais, então você encontra bancos e casas de câmbio pela extensão da Av. Presidente Vargas, uma das principais avenidas da cidade. Além de restaurantes e, se andar um pouquinho mais, vai ao encontro de outro ponto turístico: o Ver-o-Peso.

 

3.Mangal das Garças

Bairro onde fica: Cidade Velha

Horário de funcionamento: 9h às 18h (confirmar pelo telefone: (91) 3242.5052

 

Saímos das Praças e agora entramos nos Parques, projetados para serem áreas verdes dentro da cidade. Mais uma vez: Belém é um local cujos pontos turísticos não economizam no tamanho.

Sério: o Mangal das Garças é imenso.  São mais de 40 mil metros quadrados!

Ele foi planejado pra ser um parque naturalístico, todo pensado pra receber as aves. Por exemplo, o viveiro tem influência das marés – as aves aquáticas conseguem se adaptar.

Você vai encontrar, também, árvores frutíferas como o Bacurizeiro (que dá Bacuri) e o Açaizeiro. É um dos grandes passeios em Belém pra você conhecer mais das plantas locais. E dos animais também.

Lá você também pode contemplar flamingos e borboletas, além das garças, claro. Por falar em borboletas, o Borboletário do Mangal das Garças é um passeio dentro do Parque que vai encantar a todos: são mais de 5 mil borboletas!

A entrada no Parque é franca e prepare-se para passar bastante tempo: olha a quantidade de ambientes para visitar lá dentro:

Farol de Belém: um farol inscrito nas cartas náuticas brasileiras

Fonte das Caruanas: uma cascata dentro do Parque

Memorial Amazônico da Navegação: um pouco de história da navegação na Amazônia

Viveiro das Aningas: o viveiro de aves do Parque

Mirante do rio: a 100 m acima, é pra você não esquecer nunca mais a vista

Borboletário: mais de 5000 borboletas pra você apreciar

Armazém do Tempo: um espaço de exposições

Lagos Cavername e da Ponta: pra contemplar a fauna que convive ali

Manjar das Garças: restaurante famosíssimo na cidade, o Manjar é atração até mesmo se você não quiser explorar o resto do Mangal (o que acho difícil).

Ah, você pode ligar pra agendar tours em grupo.

 

4.Parque do Utinga

Bairro onde fica: Curió-Utinga

Horário de funcionamento: 6h às 17h . Agendamento de visitas: visitacao.peut@ideflorbio.pa.gov.br

 

Por fim a gente te dá essa dica muito valiosa pra fazer caminhada, trilha e se divertir bem no meio do verde mesmo. O Parque do Utinga é o parque mais verde da cidade.  

São 9 trilhas catalogadas – com níveis que vão de fácil a difícil – , com mais de 9km de percurso.

Aqui dá pra fazer caminhadas ecológicas em Belém, observar a flora e a fauna locais. Todas as trilhas são guiadas por condutor credenciado pelo Parque, que vai passar informações e, claro, garantir a segurança dos aventureiros.

Cada trilha suporta até 30 pessoas e você deve agendar pelo site ou pelo app “Parque do Utinga”.

Por falar em app, a gente fez uma lista de apps essenciais pra te ajudar na hora que você for viajar, já viu? Se não, tá aqui: 6 aplicativos pra viagem ficar mais fácil

Você vai ver muitos animais diferentes enquanto estiver no Utinga, mais de 60 tipos de aves, mais de 20 tipos de mamíferos (entre eles ouriço, lontra, tatu, macaco-prego) assim, vivendo em perfeita harmonia.

Vale muito a pena visitar quando você vai viajar com a família pra Belém, ou mesmo quando você está viajando solo e é amante da natureza. O Parque é, sem dúvida, o mais próximo do verde que você vai estar, enquanto estiver na cidade.

 

As nossas dicas sobre lugares para ir em Belém estão também nos nossos posts

3 passeios em Belém que são obrigatórios

9 dicas muito especiais sobre o que fazer em Belém

 

E se você quiser sair um pouquinho da cidade e conhecer uma ilha bem próxima (a 20 minutos de Belém), não deixa de ler o post A deliciosa viagem de Belém à Ilha do Combu pra conhecer mais do que você pode fazer em pouco tempo em Belém estando perto da natureza, certo?

 

Caso você já esteja programando a viagem pra Belém, mas ainda está decidindo sobre hospedagem, a gente te dá uma ajuda com 3 ideias para definir a hospedagem ideal pra você.

 

tacacá - comida paraense

Aprenda a comer em Belém como um paraense

 

 

Quando você pensa em viajar, qual a importância que dá pra um item delicioso: conhecer a culinária local? Olha, se isso não é um fator muito importante pra você na hora de cair na estrada, melhor rever: a culinária de um lugar diz muito sobre a cultura dele.

E quando a gente fala sobre Belém, isso é levado às últimas consequências: comer em Belém é uma experiência à parte não só na sua viagem à cidade, mas um marco no seu caderninho de viajante.

Não são só os peixes, as ervas, as frutas, as cores, os cheiros…além de tudo isso, tem a forma de preparo, como se come, a hora que se come e toda a magia da culinária paraense que, não tem jeito, vão ser o ponto alto da sua trip.

Curta aqui um dos posts mais gostosos do nosso blog.

Aqui você sabe mais sobre: culinária paraense, onde comer em Belém, comer em Belém.

 

Qual o seu tipo de comida?

Vamos começar pelo começo: como você se alimenta normalmente? Você deve estar  pensando por que eu estou perguntando isso. Explico: a culinária paraense é deliciosa, mas pode ser…bem… diferente para os mais desavisados.

É importante que você saiba que o açaí é uma fruta típica da região rica em gordura,por exemplo. Talvez, fora do Pará, ele seja associado a energia, movimento, maromba. Mas, açaí de raiz mesmo, no Pará, é tomado puro, numa versão mais densa e com outros ingredientes que não granola e guaraná. O que pode dar uma certa molezinha que a gente explica mais à frente.

É bom deixar claro, também, que alguns pratos tendem a ser ácidos. Então, se você tem questões com seu estômago, é bom resolvê-las antes de cair de boca num Tacacá cheio de pimenta de cheiro ou num Sorvete de Cupuaçu.

Se você é adepto da carne branca, pode vir feliz e saltitante: os rios da Amazônia têm muitos, muitos peixes. Vários deles ricos em gorduras saudáveis, bem fartos. Aliás, o que não falta na culinária paraense é esse exagero saudável: os pratos são sempre cheios e muito saborosos.

 

As comidas paraenses que você tem que provar.

Bom, vamos parar com esse papo de comida saudável e ir direto ao que interessa: a comida deliciosa do Pará. Poderíamos ficar aqui a os listando todos os tipos de peixes, frutas e combinações que os paraenses fazem com a mandioca, uma das bases da culinária paraense, mas não.

Vamos partir  do princípio que a sua viagem pode estar mais corrida, digamos, 3 dias visitando Belém. Quais os principais pratos, aqueles que você não pode ir embora sem provar? Onde você deve ir pra ter certeza que não vai perder pelo menos esses?

 

Tacacá

O tacacá é uma espécie de sopa servida em uma cuia, tomada geralmente no fim da tarde.

A sopa: a base da culinária paraense é indígena e uma das bases dessa culinária é a mandioca. O tacacá é feito de tucupi – um caldo feito do sumo da mandioca -, goma – um “caldo” mais grosso feito de mandioca com água -, jambu – uma folha deliciosa, que tem como propriedade dar uma certa dormência na boca – e camarão. Ele é bem ácido e quentinho.

A cuia: é um artefato feito a partir fruto de uma planta chamada cuieira ou cabaça, pintada.

Como tomar: os paraenses tomam o tacacá geralmente no fim da tarde, após a chuva – em Belém a chuva é quase diária – em barraquinhas típicas. Essa é a forma mais roots, mas você também encontra em restaurantes, servidas de outras formas.

 

Maniçoba

A maniçoba é feita da maniva, uma folha – creiam – venenosa e que deve ser cozida por dias, isso mesmo, dias. A companhia de gás agradece.

Depois de cozida por uma semana (!), ela começa a ser temperada com carnes de porco. Sério, fica uma delícia. Muita gente torce o nariz por que ela não é lá muito bonita, mas vale a pena provar.

Como comer: a maniçoba é vendida em barraquinhas pela cidade. Você pode comprar também a maniva no supermercado e temperar em casa. Alguns restaurantes servem a iguaria e tem até a maniçoba vegetariana, no restaurante Govinda (R. Pe. Prudêncio, 166 – Campina, bem pertinho do Belém Hostel), que já recebeu até prêmio pelo prato.

 

Açaí

Esse aqui você já conhece. É uma fruta que não se come comendo, se come tomando, igual um suco. O açaí é parte da alimentação diária do paraense e não é antes da academia, não. É no almoço mesmo.

Como tomar/comer: faça como um paraense nato – sente-se para comer em uma barraquinha no Ver-o-peso ou compre em alguma venda – você as reconhece quando vir aquela bandeirinha vermelha na porta -, vá a algum dos – muitos – restaurantes que servem a porção (a maioria vende, no mínimo, meio litro!) e coma com acompanhado de peixe (indicamos o Filhote), charque (carne seca ao sol) ou camarão. Ah, sim, não esqueça da farinha – pode ser de tapioca ou d’água. O processo é:

  1. ponha um pedaço da carne na boca;
  2. ponha a farinha sobre o açaí (no pote) e ponha na boca, sobre a carne, um pouco de açaí (com a farinha);
  3. pode tentar parar, vai ser difícil, é muito gostoso.

Se você quiser, pode tomar adoçado também: colocando açúcar e farinha. Fica muito bom!

Açaí com farinha e charque

Quer comer açaí como um paraense? É com farinha e charque que se faz.

 

Outras Frutas

Tem muita, mas muita fruta em Belém que você nunca mais vai esquecer. Os sabores do Pará são muito fortes e diversos. Vamos listar aqui as principais frutas que você NÃO PODE deixar de comer em Belém.

Cupuaçu | Bacuri | Uxi | Taperebá | Manga – as regionais, que caem das árvores, não precisa nem pagar, é só pegar e comer

Como comer: as frutas regionais estão em todos os lugares, mas você vai encontrar em maior quantidade no Ver-o-Peso. Caso você não queira se jogar de cara nas frutas, comece por sorvetes de frutas regionais. Em Belém tem uma sorveteria muito famosa e com vários pontos: a Cairu. pode perguntar pra qualquer pessoa na rua, ela vai saber dizer onde tem uma próxima.

 

O mapa da mina

Bom, agora que você já sabe como comer like a pro, ou melhor, like a paraense, basta escolher onde e como vai se deliciar. Listamos aqui alguns dos pontos principais, mas nada impede de você explorar a cidade atrás das iguarias.

Sobre conhecer a cidade, listamos alguns rolês que você pode fazer em Belém e algumas dicas pra explorar a capital paraense, olha aqui:

3 tipos de role que você tem que fazer em Belém

9 dicas muito especiais sobre o que se fazer em Belém.

 

Tacacá da Dona Maria

Tradicional, tá sempre cheio ao fim da tarde, mas vale a pena esperar. Bem servido, tem um sabor especial:

Onde:  Av. Nazaré, 902 – Nazaré

Horário de Funcionamento: 16h às 20h

 

Ver-o-Peso

Aqui, você vai achar o açaí à moda paraense – que a gente já te ensinou a tomar -, as frutas diversas e cheirosas, a maniva pra maniçoba, e mais. Vamos deixar a dica de um peixe delicioso e famoso. Basta chegar lá e perguntar pelo Box da Lúcia. Mas chegue cedo pro almoço, por que fica disputado.

Onde:  Av. Blvd. Castilhos França, S/N.

Horário de Funcionamento: 24h . Atenção: os boxes têm horário de funcionamento variado.

 

Bira’s Bar:

É um local pequeno e despretensioso que tem apenas um prato: uma porção de peixe frito com farofa e vinagrete. Mas, que peixe frito! Sequinho, porção bem servida e preço razoável.

Onde: Travessa 14 de Março, 1032 – Cremação

Horário de funcionamento: segunda a sexta, de 18h até o último cliente; sábado, das 13h ao último cliente.

onde comer em belém-peixe regional

O peixe regional simples e delicioso é servido com pimentinha de cheiro.

Point do Açaí

Essa é uma pequena rede de restaurantes que serve açaí e outras delícias do Pará. Sabe a forma como a gente te ensinou a tomar o açaí? Então, lá os garçons te ensinam a fazer direitinho. A gente recomenda, caso você não queira enfrentar o calor do Ver-o-Peso ou a possibilidade de chuva na rua. O ambiente é climatizado (e mais caro também).

Onde e Horário de funcionamento:

– Rua Veiga Cabral, 450 – de 11h às 16h . Tel.: (91)3225.4647

– Av Boulevard Castilhos França, 744 – de 11h às 16h. Tel.: (91) 3212.2168

 

Já colocou as dicas de o que comer em Belém no seu roteiro? Maravilha. E que tal conhecer um pouco sobre um rolê que é sempre uma delícia? A gente fala sobre ele aqui no post A deliciosa viagem de Belém à Ilha do Combu.

Já passou pela terrinha e quer compartilhar sua experiência com culinária local? Deixa seu comentário pra gente.

 

 

Como viajar com milhas?

Economize com a passagem: aprenda a usar milhas aéreas.

 

 

Quem vai viajar – ou quem gosta de viajar –, já ouviu falar de milhas aéreas. Mas, o que são elas? As milhas são uma forma de as companhias aéreas fidelizarem seus clientes. Você fez uma viagem do Rio de janeiro a Belém e recebe de “brinde” pontos que, mais tarde, acumulados, podem virar outra passagem. Olha que maravilha! 

Então, as milhas são mesmo uma maravilha…se você souber usar. Por isso, a gente fez um guia básico pra quem está afim de conhecer, quem está querendo usar ou está começando a usar. Vamos explicar como acumular, trocar por passagens e os principais programas.

Aqui você vai saber mais sobre: milhas aéreas, como trocar pontos, como economizar em passagens aéreas, como chegar a Belém.

 

Antes de acumular milhas, como começar?

Bom, agora que você sabe como elas funcionam, vamos saber o mais importante: como você pode acumular milhas para trocar por passagens aéreas. Primeiro, você deve se cadastrar no programa de milhagem da companhia aérea que você quiser.

As principais companhias aéreas aqui no nosso país são a LATAM, Gol e Azul, que têm seus respectivos programas LATAM Fidelidade, Smiles e Tudo Azul. Então, a primeira coisa a ser feita é fazer seu cadastro em um deles ou em todos.

E as outras companhias? Bom, outras empresas operam voos no Brasil, claro. E aí você tem que ficar de olho nas alianças entre as companhias aéreas. Você pode ser cadastrado, por exemplo, no programa de milhas da LATAM e seus pontos valerão para uma viagem operada pela American Airlines, pois ambas fazem parte da aliança OneWorld. Nos sites de cada programa, você pode ver as alianças da qual cada comapanhia faz parte.

 

Tá, e como eu acumulo pra trocar?

Beleza, você se cadastrou em cada programa e agora tem um número – tipo um cpf – para o qual serão transferidos os pontos. Mas de onde vêm esses pontos? Bom, seus pontos, que virarão as milhas, podem vir de diversos lugares, existem várias formas de acumular:

Viaje, viaje, viaje: o princípio do acúmulo de milhas é a fidelidade, ou seja, quanto mais viajar, mais vai acumular. Cada companhia tem seus critérios de conversão, mas tem uma regra que você precisa sempre levar em consideração: uma passagem com preço de promo sempre vai acumular menos milhas que uma passagem com preço cheio. Na hora de comprar, verifique o custo-benefício: vale mais a pena pagar R$100 a menos e acumular menos milhas?

Planeje sua viagem com antecedência e recorra sempre à ajuda de aplicativos, a gente já mostrou que eles são mais que uma mão na roda no nosso post 6 aplicativos para ter na hora de viajar com a família.

Cartão de crédito: não, ele não é inimigo do seu bolso. Se você souber usá-lo bem, o dinheiro que você está gastando pode ter um pequeno retorno em forma de pontuação. Ligue para a sua operadora e pergunte sobre o programa de pontos. Cada operadora tem seus critérios pra transformar dinheiro gasto em pontos e pontos em milhas.

Alguns bancos transformam cada dólar que você gastou em um ponto, outros o fazem a cada US$1,5. Outro fator que tem que ser levado em conta é o tipo de cartão que você tem: um cartão internacional simples geralmente acumula menos que um cartão cujo titular tenha gastos maiores e já tenha feito um upgrade. Veja aonde você se encaixa.

Reservas em hospedagens e aluguel de carros: nos sites de programa de milhas os parceiros são especificados. Então, algumas empresas de aluguel de carro e de reserva de hospedagem fazem você acumular pontos no programa, basta você fornecer o número.

Programas de fidelidade parceiros: Fique atento também aos programas de pontuação de abastecimento de combustível. O “Km de Vantagens”, por exemplo, que é o programa dos Postos Ipiranga acumulam pontos a cada vez que você abastece. Dá pra trocar por vários produtos, mas eles também podem ser trocados por milhas – fique ligado nas compras de milhas com troca de “kms”, por exemplo.

Clubes de milhas: você pode começar acumulando de cara, quando vira membro. Geralmente, as companhias dão um “presente” de boas-vindas. E pode continuar acumulando entrando em clubes dentro do programa. Um exemplo é o Clube Smiles. Com esse tipo de clube de vantagens, você paga uma taxa mensal por x milhas por mês. Muitas vezes, vale a pena.

 

COMO TRANSFORMO MILHAS EM PASSAGENS?

Tudo certo! Você se cadastrou, acumulou (fez sua poupança de milhas direitinho). E agora? Pra virar passagem, como é?

Uma dica: fique sempre atento às promoções. Observe que você pode : a) comprar passagem com dinheiro; b) comprar passagens com dinheiro + milhas; c) comprar passagens só com milhas.

Transferiu os pontos pro programa de milhas da companhia aérea? Acumulou as milhas? Comece a pesquisar a quantidade de milhas pedidas para um trecho. Você faz isso indo pelo site da companhia como a LATAM faz, ou mesmo pelo site do programa, como acontece com a Gol/Smiles. Você consegue fazer a compra também por telefone.

Ah, fique ligado: suas milhas expiram! Cuidado com as datas. Pontos no cartão – dependendo do cartão e do tipo de cliente você é – também expiram.

Fique ligado 2: apesar de você poder “comprar” com as milhas, ou seja, pegar um avião sem desembolsar dinheiro mesmo, existem as taxas de embarque que variam de acordo com o seu tipo de viagem, se é doméstica, internacional. Ou seja, essa taxa tem que ser paga, ok?

Depois de tudo isso, a gente só pode dizer: jogue-se nas milhas! Faça seu roteiro, planeje sua estadia, seus passeios e fique mais tranquilo quanto ao que você vai gastar com passagens.

Quer mais dicas sobre como montar seu roteiro? A gente tem um post bem legal sobre como escolher seu tipo de hospedagem.

Sua ideia é vir para Belém? Dá uma olhadinha no que você pode fazer pela cidade antes de vir nos nossos posts 3 tipos de rolê obrigatórios em Belém e 9 dicas muito especiais sobre o que fazer em Belém.

 

Quarto hospedagem

Defina a hospedagem ideal pra você

 

 

Criar um roteiro de viagem, como a gente já sabe, é algo muito individual, muitas vezes trabalhoso e cheio de detalhes. Você tem que definir desde quanto pode gastar – e isso sempre é o quesito que acaba não respeitando tanto o roteiro, sempre se ultrapassa um pouco (ou muito) -, onde comer, pra que passeios ir.

Quando chega o item “Onde se hospedar” muita gente fica realmente em dúvida: “deve ser mais barato ou mais confortável?”, “deve ser mais próximo de atrações turísticas ou num local mais seguro?”, “deve ter serviços ou devo ter a liberdade de me virar?”

Bom, como a gente sempre diz: tudo depende do tipo de trip que você quer fazer e ter como lembrança, mas aqui destacamos as diferenças básicas  que você pode levar em consideração na hora de definir sua hospedagem quando vier pra Belém ou for para outros lugares também.

Aqui você vai encontrar: hospedagem, hospedagem econômica, dicas de roteiro, onde ficar em Belém.

 

Tudo é sobre como você quer ficar hospedado?

É, quase tudo. No entanto, na hora de escolher o tipo de acomodação, tem algumas coisas além da hospedagem que vão impactar diretamente nessa escolha. Mas, antes, vamos ver os tipos de hospedagens que podem te servir:

Hotel: o tipo clássico de acomodação. Você tem hora de chegada (check-in), hora de partida (check-out) – falamos do total da estadia. Pode deixar as bagagens caso o check-out tenha sido realizado mas ainda falte para o horário do seu voo – algumas cobram uma taxa pelo serviço.

Vantagens: nos hotéis, você paga por conforto e privacidade – serviço de quarto e quartos individualizados.

Desvantagens: o valor é muito mais alto e a relação com outras pessoas é muito menor. Dicas de passeios e locais a serem compartilhados? Dificilmente vai ter alguém pra entrar nessa com você.

Aluguel de Casa/Apartamento: sites como AirBnB viraram uma grande febre no setor de turismo, isso por que os valores, um pouco mais atraentes que os dos hotéis, somados à privacidade de ter uma casa como se fosse sua saltam aos olhos.

Vantagens: a liberdade e a privacidade de uma casa

Desvantagens: por não ser uma acomodação pensada exclusivamente para hóspedes (é um local para temporada), você não conta nem com pessoas com quem se relacionar nem com uma recepção, que é sempre um grande “amigo” na hora de indicações de passeios, de lugares onde comer e de um simples e bom bate-papo.

Couchsurfing: esse movimento é muito apreciado por mochileiros. É como pedir carona em um local pra dormir da casa de alguém. Então, você se cadastra no site, oferece um espaço da sua casa se alguém precisar um dia e você pode ficar na casa de alguém quando precisar. Uma troca de gentilezas.

Vantagens: você não paga nada por isso e pode conhecer gente legal.

Desvantagens: o conforto pode ser zero e você fica dependente das regras do dono.

Hostel: hospedagem econômica, hospedagem barata. Essa é a premissa do hostel em relação a acomodações mais clássicas. Mas a experiência conta com mais: o hostel é uma hospedagem em que a cozinha é aberta e você prepara sua própria refeição, os quartos são compartilhados (ou não, muitos hostels têm quartos privativos) e o clima de amizade é muito forte. Fora isso, é bem parecido com um hotel. A gente já falou sobre as vantagens de ficar num hostel, lembra?

Vantagens: conhecer gente de todo lugar do mundo, poder cozinhar o que e quando quiser, contar com recepção para orientações sobre como se movimentar na cidade.

Desvantagens: geralmente há muitas pessoas nas áreas comuns e, em quartos, coletivos sua privacidade é diminuída.

Agora que você sabe que tipo de hospedagem pode encontrar em Belém, vamos avaliar qual se encaixa melhor ao seu roteiro, de acordo com 3 considerações básicas:

 

1. Orçamento apertado X Dinheiro sobrando

Ok, falar em dinheiro sobrando hoje em dia pode parecer até piada, mas isso vai ser muito importante na hora de decidir: digamos que você já comprou a passagem e tem R$1000 pra gastar na sua estadia de 3 dias. Você prefere usar 30% em hospedagem e o restante em passeios, ou o contrário?

Agora, digamos que seu orçamento é maior, ainda assim, quantos por cento você está disposto a investir na hospedagem? Lembre-se que é sempre uma questão de prioridade: hospedagem econômica dá fôlego financeiro para outros itens da viagem.

Em Belém, de uma forma geral, o custo de vida não é tão baixo (você pode se surpreender, dependendo de onde você estiver vindo) e o turismo pode acompanhar isso, também dependendo do tipo de turismo você quiser fazer. Um passeio à Ilha do Combu, por exemplo, tem o transporte em conta, mas comer por lá pode ficar mais caro.

A gente falou sobre esse passeio no post A deliciosa viagem de Belém à Ilha do Combu.

 

2. Gosta de ficar sozinho X Quer fazer amizades

Essa consideração é muito importante porque, pensa comigo: você escolhe ir pra um hostel, quarto coletivo, mas não tem a mínima intenção de conversar ou trocar ideias. Sua experiência não vai ser legal, por que num hostel, por exemplo, o que mais vai ter é possibilidade de criar novos colegas e amigos.

Agora, se você prefere privacidade, mas não quer abrir mão desse clima de turma, pode escolher um quarto privativo nesse mesmo tipo de hospedagem econômica. É como juntar dois em um.

Se você estiver em grupo e quiser privacidade completa, uma casa alugada pode ser a opção ideal. Mas, se você está com a turma e quer se enturmar mais ainda, pode escolher um quarto privativo para o grupo ou um mesmo um coletivo, com um pouco menos de privacidade.

Um exemplo de quarto privativo para grupo é o nosso Quarto Círio.

 

3. Está viajando solo X Viagem em grupo ou família

Viajando solo: Viajar sozinho é bancar tudo pra si mesmo, sem ter muitas outras preocupações.

Aí esbarramos na questão gênero. Mulheres, geralmente, sentem-se mais seguras em quartos privados. O hotel parece uma boa solução, mas e o preço dele? Fazer couchsurfing pode parecer perigoso, assim como ficar sozinha em um local alugado. Num hostel é possível aliar preço com segurança.

Você pode ver um exemplo de quarto coletivo só para mulheres aqui no Belém Hostel. É o Quarto Feminino Carimbó

Se você é homem, os quartos coletivos em hostels podem ser boa opção, assim como os de hotel. É só uma questão de levar em consideração: privacidade ou preço?

Viajando em família: Viajar em família ou em grupo é a possibilidade de dividir despesas. Ok, às vezes você está provendo tudo, então as coisas podem ficar um pouco mais apertadas.

Você está bancando tudo: nesse caso, alugar uma casa ou escolher um quarto privativo em hostel, que comporte todas as pessoas do grupo, é a melhor opção. Você estará escolhendo uma hospedagem econômica e poderá levar todo mundo para passeios que vão agradar gregos e troianos. Sobre isso, a gente escreveu no post 4 dicas de roteiro que provam: uma viagem em família é sempre inesquecível.

Para conhecer algumas opções de o que fazer em Belém com todo mundo, a gente te indica ler o post 9  dicas muito especiais sobre o que fazer em Belém

Você está dividindo: aí o orçamento fica menos apertado e você pode ficar mais livre na escolha. Mas, ainda assim, quartos que comportam 5 pessoas, por exemplo, ou um apartamento alugado saem mais em conta e, lembrando sempre da nossa primeira consideração: a hospedagem deve custar menos do que as experiências que passeios vão lhe proporcionar.

Belém, por exemplo, é uma cidade que adora turistas e tem todo tipo de hospedagem. Analise bem cada ponto, leve em consideração quem viaja com você e todas as opções de passeios que a capital do Pará oferece.

Projetado pelo Freepik

5 itens indispensáveis pra você ter na bagagem

 

 

Atacama, Paris, Las Vegas, Jericoacoara, Belém. Todos esses destinos são totalmente diferentes, mas, pense rápido: se você fosse pra qualquer um deles, o que não deixaria de levar?

Mochilar, viajar a primeira vez, viajar a negócios. Todas essas modalidades de viagem são bem distintas, mas se você fosse começar sua vida de viajante, viajar pela empresa ou fazer um mochilão, o que não deixaria em casa?

Cada viagem é única e exige cuidados especiais na hora de montar o roteiro, de fazer as malas, mas existem alguns itens que sempre serão adequados a qualquer uma delas. Aqui, a gente compartilha com vocês 5 dicas de itens indispensáveis – não importa se você vai pro frio ou calor, de mochila ou mala, nem se você está começando ou é veterano – para levar com você.

Aqui você sabe mais sobre: itens pra viagem, saúde, precaução, cuidados.

1. Cartão de Crédito

Você pode viajar pra qualquer lugar do mundo com dinheiro em espécie, mas é sempre importante levar um cartão de crédito. Isso por algumas razões:

  1. ele funciona como garantia de reserva em algumas hospedagens
  2. ele funciona basicamente como sua identidade em alguns lugares, como em alguns locais dos EUA, por exemplo.
  3. caso você fique sem dinheiro, o cartão de crédito tem a função de saque em caixas eletrônicos.

 

Fique atento caso você viaje para fora, com o IOF e o preço do dólar. O valor que você vai pagar pelo que comprou enquanto estava viajando fica dependendo do preço do dólar no dia do fechamento da sua fatura. Ah, ainda, se você for pra outro país, não esqueça de, antes de ir, ligar para a operadora para liberar o uso no exterior.

 

2. Canivete

Pode parecer estranho para quem não vai fazer viagens para a natureza e já está acostumado a carregar canivetes e aparelhos do tipo, que são extremamente úteis em situações em que o conforto não impera, digamos assim.

Mas, mesmo para quem for curtir pequenas férias de uma semana no meio da cidade, esse pequeno instrumento pode ser de grande valor, desde pequenos reparos que podem ser feitos com ele, quanto a sensação de segurança que ele pode trazer.

Escolha um que tenha diversas funções, quando mais cheio de elementos, mais ele vai poder servir. Alguns possuem pinças, alicates, tesouras, tudo bem pequeno e compacto. Antes de viajar procure um, na hora de viajar, despache em sua bagagem (você não pode levar no avião).

 

3. Farmácia

Antes de viajar, a gente recomenda, sempre vá a quantos médicos você puder pra ver se sua saúde está em dia. Às vezes, uma pequena dorzinha de cabeça pode estar escondendo muito: prevenir é melhor que remediar.

Veja se pra onde você vai, são necessárias vacinas. E avalie se um seguro saúde é necessário – em muitos países você pode gastar uma pequena fortuna, caso fique doente.

Fora isso, e, claro, após consultar seu(s) médicos, existem alguns itens de saúde que são interessantes ter em mãos, caso aconteça algo, enquanto você aguarda por um cuidado maior:

  1. antissépticos: cortou o dedo, ralou o joelho – tenha um a mão
  2. relaxante muscular: como é de uso oral, convém consultar o seu médico, mas ele pode ser muito importante depois daquelas noites mal dormidas, ou excesso de andanças. Dentro desse mesmo pensamento, vale levar alguma pasta com base relaxante, como arnica.
  3. remédios para o estômago: você está indo para um lugar em que a culinária é a rainha do roteiro e, de repente, algo não cai bem. Se você já está acostumado com algum remédio que seu médico lhe receitou, vale a pena levá-lo até saber se é ou não algo mais grave.
  4. band-aids, esparadrapo: esses protetores são muito úteis, sempre. Tanto para um corte ou aquele calo/bolha que surgiu de tanto você bater perna.

 

Lembre-se: não estamos incentivando a auto-medicação, que é uma prática muito perigosa, você deve sempre consultar seu médico. Fique atento também com a quantidade de mililitros uma embalagem pode ter para não ficar retida no aeroporto. Esse tema foi abordado aqui na entrevista com nossa hóspede francesa Camille Elia: Da Guiana Francesa pra Belém: uma entrevista sobre a viagem.

 

4. Pendrive

Esse é um item que muita gente esquece ou não dá a importância devida. Ok, temos uma nuvem, para onde podemos passar todas as informações, um celular que armazena centenas de gigas, mas…e se a internet falhar?

E se você estiver no interior do país, sem conexão, precisando guardar alguma informação – ou transferi-la – e sem a possibilidade de conectar-se à rede. O pendrive é um elemento tão pequeno e funcional que não custa levá-lo, ali, escondidinho no menor bolso da mochila. Fique certo: quando você menos esperar que ele te sirva, é ali que ele vai entrar.

 

5. Livros

Durante sua viagem, você vai passar horas no trajeto de um destino a outro. Principalmente, se você for de avião e não houver o que apreciar,  que fotografar – uma viagem Lisboa – Belém dura cerca de 8 horas, por exemplo.

Nada de ficar refém de revistas de avião ou gastar o dobro comprando um livro – e carregando o peso dele – em alguma loja de aeroporto. Tenha sempre em mãos um bom livro, principalmente um que esteja alinhado com o objetivo da sua viagem.

Aposte em e-books, que não pesam, claro. Então, se você tiver um leitor de livros – Kindle, Kobo, Lev -, com certeza ele será seu grande parceiro de viagem. Esses aparelhos têm uma duração de bateria muito alta e suportam muita, mas muita informação.

Depois de garantir esses itens indispensáveis pra qualquer roteiro que você for planejar, é hora de criar o próprio roteiro.

Veja como alguns aplicativos podem ajudar você durante a viagem, na relação que a gente criou no post 6 aplicativos que você deve ter na hora de viajar com a família.

 

 

Vai mochilar? Comece pelo Brasil.

 

 

Você já se reconheceu como viajante do mundo. Adora conhecer novos lugares, culturas, histórias, pessoas. Para isso, nada melhor que colocar apenas uma mochila nas costas, algumas ideias na cabeça e um roteiro bem definido na mão: é só cair na estrada.

O negócio é quando chega a hora de decidir o destino. São muitas opções. A gente vai te mostrar por que explorar o Brasil – e, principalmente, a Amazônia – é algo que todo mochileiro de responsa deveria fazer.

Aqui você sabe mais sobre: mochilão, mochilão pelo Brasil, gringos no Brasil, cair na estrada

 

Gigante pela própria natureza

 

Cheio de estradas, rios, vias alternativas para quem não tem medo de se aventurar, o Brasil é prato cheio pra qualquer mochileiro que se preze. Primeiramente, por que é imenso, cheio de lugares pra conhecer. A gente até listou 4 deles que são maravilhosos no nosso post 4 destinos imperdíveis no Brasil para explorar nos feriados de 2018.

Nosso país, cuja história nem sempre é tão bonita, era povoado por diversas tribos indígenas e posteriormente colonizado por diversos povos, recebendo milhares de escravos com culturas diversas.

Desse caldeirão, resultaram culturas muito miscigenadas. Religiões que acabaram relacionando-se e tornando-se sincréticas. Então, já dá pra imaginar que, mesmo ao visitar uma partezinha só do país você vai ter muitas referências de idiomas, culinária, modo de falar e vestir.

Além disso, essa geografia monumental garante uma variedade enorme de paisagens, ou seja, a probabilidade de você falar “uau” muitas vezes durante as suas andanças e aventuras é muito maior no nosso país, do que em um país geograficamente, digamos, menos avantajado.

 

O jeitinho brasileiro

 

Tem algo que todo estrangeiro que explora alguma parte do Brasil e todo brasileiro que sai da sua região pra visitar outra fala é “ô, povo acolhedor”. Realmente, em cidades grandes a recorrência e intensidade podem ser menores, devido à urbanidade, mas, de maneira geral, brasileiros tendem a acolher.

É clássico: um gringo na rua, com um mapa na mão e uma expressão de “estou perdido” sempre gera pelo menos uma abordagem de alguém que mora por perto querendo ajudar de alguma forma, indicar o local. Se você é mochileiro e não fala português, dificilmente vai ficar à deriva – sempre tem um portunhol, um portuinglês.

 

Você pode saber um pouquinho sobre isso aqui nessa entrevista que a francesa Camille Elia deu ao Belém Hostel: Da Guiana Francesa pra Belém: um guia pra viagem ser inesquecível.

 

Algumas áreas do país podem ser violentas (é só entrar em algum portal de notícias e você já vai ver), mas as áreas de turismo ecológico, parques nacionais e as áreas que serão indicadas pelos moradores locais, de certa serão mais seguras.

Além disso, nosso país é composto de imigrantes de vários locais do mundo: em São Paulo existe uma grande influência italiana (entre muitas), no Pará, a colônia japonesa é significativa. Em cada localidade, você vai encontrar muitos povos convivendo. E isso, pra quem gosta de conhecer culturas diferentes, é um grande presente.

 

Cada região é quase um país diferente

 

O Brasil é composto de 5 regiões e em cada uma delas, também há muitas diferenças. Mas, ali dentro de cada uma, de uma forma geral, essas diferenças se aproximam.

No Sul: É a parte do país em que as estações são mais bem definidas: inverno é bem frio, verão é bem quente. Os traços europeus são bem presentes. Então, você pode curtir o clima de cidadezinha europeia em Gramado, no RS, por exemplo onde, em agosto, acontece um dos maiores festivais de cinema do país.

E se o lance for contato com a natureza, aproveite os parques nacionais, como o Parque Estadual do Caracol ou o Parque da Ferradura, em Canela, ou o Cânion Fortaleza, em Cambará do Sul. As praias de Florianópolis – e a natureza de um modo geral-, em SC, também são de tirar o fôlego: a ilha tem mais de 40 praias e muitas são bem famosas entre surfistas, como a Joaquina.

No sudeste: O sudeste é o centro financeiro do país. Na verdade, São Paulo o é. E, se você for mochilar por esta região, vai encontrar talvez a maior mistura de culturas do Brasil. Isso por que o sudeste sempre foi a “região das grandes oportunidades”.

É comum chegar à capital paulista e se sentir cidadão do mundo, com toda sua arte urbana, arranha-céus, bares e estabelecimentos 24/7. Assim como chegar no interior de Minas Gerais, como Mariana e Ouro Preto, e se deparar com a história do país ainda muito viva na arquitetura das igrejas e casarões.

Aproveite para conhecer as serras do Mar e da Mantiqueira, que formam o Vale do Paraíba e ficam entre Rio de Janeiro e São Paulo, para não cair no clichê de conhecer apenas o Rio de praias – ok, conheça as praias também, mas explore o desconhecido, como todo bom mochileiro deve fazer.

No Centro-oeste: Grandes chapadas, ar mais seco, flora surpreendente e paisagens de novela. O Centro-Oeste guarda surpresas para quem pensa que por ali se encontra apenas aridez e a capital do país.

Conheça a cultura sertaneja – que vai muito além da música e da moda – e relaxe em meio à natureza, no Pantanal – entre MT e MS -, em Bonito (MS). Fique boquiaberto com a Chapada dos Veadeiros.

Aventure-se numa paisagem mais urbana, mas completamente planejada em Brasília, conhecendo o centro político do país – faça uma visita guiada pelo Congresso Nacional –  e tendo uma aula de arquitetura com os traços de Oscar Niemeyer.

No nordeste: Essa região é uma das preferidas de quem mochila pelo Brasil, isso por que o nordeste, bem vertical, é uma viagem de variedades – desde as belezas das praias de águas quentes, já que estamos o tempo todo na costa, em contato com o Oceano Atlântico, até a variação de modos de falar e de comer.

Bahia, Alagoas, Ceará, os estados do nordeste são famosos e super turísticos, por isso, em cidades como Fortaleza (CE) você encontrar uma boa estrutura para quem está turistando. Mas como você está de mochila, isso, muitas vezes é até luxo. Por isso, se jogue.

Alguns dos destinos mais badalados do país estão aqui: Praia da Pipa (em Natal), Jericoacoara (CE), os Lençóis Maranhenses (MA). Se tiver com grana, de Natal você pode ir a Fernando de Noronha, o arquipélago que é um paraíso quase privado.

Pegue a estrada e vá conhecendo desde o norte de Minas Gerais até chegar bem ao lado da Amazônia. E aí já é outra história…

Na Amazônia: A Amazônia é o “pulmão do mundo”, uma região que ultrapassa as fronteiras do Brasil – ela está no Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. Aqui dentro do nosso país, a chamada Amazônia Legal está em 9 estados Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão.

Se o nordeste e o sudeste guardam praias estonteantes e uma infraestrutura turística bem explorada, os interiores da Amazônia deixam a desejar no conforto, mas são o sonho de qualquer mochileiro: pé no chão (ou na bota, como preferir), cachoeiras, animais exóticos, cultura indígena, rios imensos, tão grandes que parecem o mar (você não consegue enxergar a outra margem).

Leia o que a gente escreveu sobre eles aqui no post 4 viagens pelos rios da Amazônia que todo mochileiro deveria fazer 

Conheça o Jalapão (TO), um local que vem há algum tempo crescendo em turismo e que tem paisagens avassaladoras. Navegue pelo Rio Amazonas – que nasce lá na Cordilheira dos Andes e desemboca no Oceano Atlântico junto à Ilha do Marajó, a maior ilha marítimo-fluvial do mundo e da qual a gente falou no post Como ir de Belém à Ilha do Marajó.

Permita-se ficar um bom tempo na Amazônia: são muitas paisagens e experiências diferentes, visite as capitais para sentir essas diferenças e como, mesmo em meio à urbanização, muito da cultura indígena ainda está impressa principalmente na culinária.

 

Com tanta coisa, por onde começar?

 

Se você está fora do Brasil, planeje-se para conhecer aos poucos, ficar alguns meses. E aí, tem que ficar atento aos valores de passagens aéreas no país em que você está. Se você já está no Brasil, programe-se de acordo com os valores das nossas passagens aéreas – as companhias fazem promoções de meses em meses.

Claro que quem mochila evita aviões e prefere conhecer as estradas, mas algumas distâncias são realmente monstruosas, algumas estradas não são tão seguras e é preferível prevenir que remediar.

 

Comece sua trip pela Amazônia

 

Se você resolver começar pelo Norte do Brasil, ou seja começar o mochilão pela Amazônia, já vai ficar maravilhado de cara. Muitas pessoas saem das Guianas para chegar aqui em Belém (PA) e você pode conhecer um pouco dessa trip na entrevista que a gente citou lá em cima: Da Guiana Francesa pra Belém: um guia pra viagem ser inesquecível.

Se você não tem tanto costume com calor, comece sua trip no fim do ano (dezembro) ou no começo (até maio), pois são os meses em que chove mais: acostume-se, na Amazônia sempre está quente, então você deve se aproveitar da umidade para ir se acostumando.

Em Belém, você chega de avião e, daqui, claro, depois de conhecer todas as maravilhas da cidade – que você pode saber mais no nosso post 3 dicas de rolês que você tem que fazer em Belém e no 9 dicas muito especiais sobre o que fazer em Belém  – vá navegando conhecer outras maravilhas da Amazônia.

O Pará é cheio de cachoeiras, trilhas, cidadezinhas em que você vai se sentir em casa. Cultura marajoara, animais diferentes, e a culinária…bem, a culinária é um capítulo a parte: herdada dos índios, destacamos o tacacá – uma espécie de sopa feita da mandioca, com camarão e jambu (uma folha que faz tremer a boca), a maniçoba – feita da folha venenosa (!) cozida por dias para perder o veneno e tornar-se comestível somada a carnes de porco (é quase uma feijoada paraense), as frutas regionais (e os sorvetes e sucos feitos delas), entre muitas coisas deliciosas que vão ficar na sua memória.

Mochilar pelo Brasil é uma aventura longa, linda e de respeito. Planeje seu roteiro direitinho, escolha hospedagens baratas, mas que estejam de acordo com a sua trip, ou seja: maravilhosa – saiba mais sobre as vantagens de se hospedar em um hostel. Dê atenção às possibilidades de morar em certos lugares por um tempo, isso sempre aumenta a conexão com cada lugar – você se aproxima das pessoas e tem experiências mais intensas.

 

E aí? Partiu Brasilzão?

4 dicas de roteiro que provam: uma viagem em família é sempre inesquecível

 

 

Quando se é mais jovem, pegar uma mochila, colocar nas costas  com as pequenas economias de um emprego e cair na estrada sozinho é super fácil. Agora, as coisas mudam muito quando se tem uma família, filhos, contas a pagar. Será que mudam mesmo?

A empolgação de uma viagem e a possibilidade de se ter memórias- em vez de bens materiais-, boas lembranças e histórias pra contar é a mesma. Viajar em família é sempre uma aventura que pode dar muito certo, tão certo quanto mochilar solo. A gente tem algumas dicas que ajudam a montar um roteiro bacana pra todo mundo aproveitar.

Aqui você sabe mais de: viagem em família, roteiro de viagem, lugares pra conhecer em família

 

Defina um orçamento

Essa dica é válida pro começo de qualquer viagem: saiba quanto sua família pode gastar. Em que momento vocês estão? Se as contas estão todas pagas, tem algum dinheiro em caixa? O ideal é ter algum dinheiro investido e uma pequena poupança a parte para viajar. Por isso, comece a planejar a viagem com bastante antecedência. Leve em conta o momento econômico do país, os seus planos pessoais e familiares.

Garanta que todas as despesas estejam pagas, que seu dinheiro esteja investido e, à parte, que se tenha uma economia de viagem. Se hoje você começar a poupar alguma porcentagem do ganho total da família, em um ano já poderá ter o suficiente para comprar passagens, hospedagem e passeios à vista.

Com o orçamento definido você poderá, inclusive, decidir se prefere comprar passagens parceladas, quanto poderá ser gasto em passeios e em hospedagem (que devem ser pagos à vista) entre outros. Nada fica apertado ou pendente, além de diminuir as surpresas que podem aparecer.

 

Defina em que época viajar

Com o orçamento bem definido, você começa, realmente, a  planejar. É aí que você vai investir em decisões da viagem mesmo. A primeira delas deve ser: em que época do ano é melhor pra todos. Isso tem que ser pensado a todo tempo: viajar em família é um exercício de cessão, cada um cede um pouquinho.

Quem tem filhos pequenos, deve estar atento aos períodos de férias – e levar em conta que nessas épocas tudo fica mais caro também. Quem já tem filhos que são jovens adultos, o tempo pode ficar mais apertado: a viagem pode depender das férias de trabalho.

Leve em consideração também o tipo de clima que agrada cada um: seu filho pode gostar de frio seu marido ou sua esposa pode gostar mais de calor. Que tal optar pela primavera em um local de estações bem definidas. Pense também se haverá algum evento importante para alguém da família e respeite a data.

 

Defina  o destino

Agora é hora da parte mais bacana e importante: definir o destino e, dentro dele, cada ponto turístico, passeio, que se quer conhecer. Dados os passos que nós propusemos anteriormente, fica mais fácil decidir para onde se quer ir. Isso por que, digamos, se você tem um orçamento de R$10.000 para uma família com 5 pessoas para passar 15 dias, é mais fácil decidir por conhecer praias brasileiras que tailandesas, né verdade?

Melhor custo-benefício é o que vai prevalecer aqui e a conversa com a família tem que sempre abarcar a vontade de todos. De nada adianta ter um bom orçamento, todo mundo poder ir junto, mas chegar ao destino praiano com um filho que tem até alergia a areia. Não vai dar certo.

Tente pesquisar – e perguntar para os seus familiares – locais que dificilmente serão esquecidos. Você sabe: família junta – por mais que se ame -, muito tempo junta fica tudo meio complicado. Assim, viajar em família pode ser muito mais fácil quando todo mundo amou o destino escolhido.

 

Defina a hospedagem

Pronto: orçamento definido, época do ano escolhida, assim como o destino que agradará gregos e troianos. Está na hora de definir onde toda a família vai ficar. Mais uma vez a dica é: entrar em consenso.

Geralmente grandes famílias não escolhem hotéis tradicionais, isso por que o custo pode se tornar muito elevado. Além disso, para comer qualquer coisa da cozinha, você tem que pedir. Existem opções mais econômicas e que dão mais liberdade.

 

Sites de aluguel de casas são uma solução bastante procurada. Dependendo de características do imóvel e do tempo que vocês vão ficar, pode ser interessante. Outra opção de baixo custo são os hostels.

Muitos hostels – além dos quartos coletivos – oferecem a opção de quartos privativos para grupos. É uma opção ótima e menos possível de causar dores de cabeça do que o aluguel da casa. Se você quiser conhecer mais sobre se hospedar num hostel, leia o nosso texto As vantagens de se hospedar num hostel.

Seguindo essas definições é impossível fazer um roteiro ruim. E você vai ver que é super viável e maravilhoso viajar com a sua família e conhecer destinos incríveis. Por falar em destinos incríveis, você pode saber mais sobre quatro deles no nosso post 4 destinos imperdíveis no brasil para explorar nos feriados de 2018 . Se quiser planejar mais, vem conhecer 6 aplicativos que você deve ter na hora de viajar com a família.

Prepare seu roteiro com a sua família e tenha uma viagem maravilhosa.

 

Da Guiana Francesa pra Belém: uma entrevista sobre a viagem.

 

 

A francesa Camille Elia passou por Belém no começo de 2018, para conhecer as belezas da Amazônia. Professora de artes, Camille agora mora na Guiana Francesa e veio de lá conhecer as terras de cá por sugestão de seus alunos.

A trip começou em Algodoal – olha que maravilha! – e Camille contou pra gente como foi chegar a Belém vindo da Guiana Francesa, com qual moeda entrou no Brasil, como é viajar sozinha e um monte de dicas bacanas de viagem.

Aqui você sabe mais sobre: Como chegar em Belém, Como vir da Guiana pra Belém, O que fazer em Belém, Onde se hospedar na Amazônia.

 

A relação Guiana Francesa X Brasil

 

BH: Me fala um pouco do seu país. O que você faz lá, quais são as atividades legais na hora de lazer…

Camille: Eu sou francesa. Mudei para a Guiana Francesa faz 8 meses. Estou ensinando História da Arte para o ensino fundamental. E estou adorando minha nova vida na Guiana. Lá, fora do trabalho que mais fazemos são as ligadas à natureza, como ir ao rio. Pode-se também visitar uma ilha e é bom para ficar o dia todo.

 

BH: E como você chegou a Belém? Como é vir da Guiana?

Camille: Eu cheguei de avião. Mas, há outras soluções para chegar a Belém. Há muita gente que vem pro Brasil, não para Belém, mas ao Oiapoque. Vêm de carro até Oiapoque – passam alguns dias atravessando- e chegam ao Brasil. Outras que vêm, por exemplo a Belém, que pegam um ônibus, atravessam o Oiapoque, depois pegam um barco e chegam a Belém. Há várias opções, mas diz-se  que vir de ônibus é perigoso. Então, o avião é o mais aconselhável para quem mora na Guiana.

 

Ser mulher e viajar só, dá?

 

BH: E como é ser uma mulher viajando só?

Camille: Minha família e meu namorado não gostaram do fato de eu vir sozinha por que o Brasil não tem uma boa reputação para se viajar só, ainda mais mulher. Mas, eu queria vir assim mesmo. Cheguei a Belém e daqui fui para Algodoal, um lugar de onde poderia conhecer o Brasil de pouco a pouco. Depois, voltei a Belém de ônibus – peguei ônibus, carro, barco para chegar aqui.

Aqui em Belém não encontrei qualquer problema [falando sobre ser mulher viajando só]. Tinha medo, mas acho que era só na minha cabeça, pois muitas pessoas falavam  “o perigo do Brasil, o perigo do Brasil”, então, estava um pouco inquieta.

Eu viajei por muitos países: fui ao Vietnã, Laos, Camboja, Tailândia. Lá, também viajei sozinha, onde me senti segura. Na Austrália foi onde mais me senti segura. Quando fui a países como Marrocos e Tunísia foi mais difícil pois os homens falam com você todo o tempo, mesmo se você estiver mal vestida.

Sempre me visto mal quando viajo. Não me maquio, não me penteio. Mas mesmo assim, no Marrocos e Tunísia foi difícil pois os homens ficam olhando todo tempo. Era agressivo. Não senti isso aqui. Só vi homens observando, mas eles não falavam comigo.

Achei os homens respeitosos e os brasileiros de forma geral muito gentis. Mesmo se não falam inglês, eles sorriem, falam e tentam mostrar o caminho. Não são tão fechados como na França e são sorridentes. Achei isso muito interessante e confortante. As mulheres falam de forma muito gentil.

 

Qual a melhor impressão sobre Belém?

 

BH: Fale sobre a decisão de vir ao Brasil, a Amazônia e a Belém.

Bom, vim por Algodoal e foi difícil por que ninguém falava francês ou italiano ou inglês, mal podia me comunicar. Aqui em Belém é mais fácil, porque no hostel se fala inglês.

Agora, eu ficarei alguns anos na Guiana. Então quero conhecer a América do Sul, por isso o Brasil pra começar. Não achei a passagem para vir a Belém cara. E meus alunos me indicaram vir a Belém e Algodoal para visitar. Hesitei entre Belém e Rio, mas no carnaval, o Rio estava bem perigoso, segundo o que me disseram.

Cheguei em Belém e aqui neste hostel as pessoas falam inglês e é bem agradável. Me deixa segura, pois posso me comunicar. Fiquei 5 dias sem poder me comunicar, apenas me alimentava com o que me era oferecido e não podia pedir, pois não sabiam o que eu queria.

Então quando cheguei aqui me senti segura: me deram um roteiro com conselhos do que fazer na cidade, o que comer, onde ir, onde visitar…então foi muito bom.

[Sobre a comparação entre Rio e Belém] E é verdade: a passagem para vir a Belém foi um pouco menos cara, mas se você compra a passagem cedo, o valor fica entre 200 e 300 euros para Belém ou Rio. Quase o mesmo preço, se pudermos comprar a passagem com antecedência. Ficarei aqui por 10 dias e depois volto à Guiana para trabalhar.

 

BH: O que você fez aqui até agora que mais te impressionou?

Camille:  O que mais me impressionou foi a rua. Havia muitos comerciantes vendendo frutas, muitas pessoas na rua e é muito diferente da França e da Guiana. Quando você anda só pela rua é impressionante.

Eu fui ao Mangal das Garças – é muito lindo, gostei muito. E o Mercado Ver-o-Peso também foi muito interessante. Fui à Doca, muito bonita. E outra coisa impressionante que adorei foi o Shopping porque tenho medo do Shopping Center na Guiana então pude ir ao Shopping Boulevard e foi verdadeiramente interessante. Adorei a vista, na janela do Shopping Boulevard, pois você pode ver toda a cidade.

 

A hospedagem, a bagagem e o dinheiro

 

BH: Você sempre escolhe hostels como estadia? Se sim, por quê?

Camille: Sim, tenho o hábito de viajar e adoro. Adoro esse tipo de lugar. E aqui no Belém Hostel é muito bonito e acolhedor.  Há as fotos e os comentários [falando sobre o Booking.com], então posso escolher o hotel dessa forma. Descobri os hostels na Austrália, onde é bem desenvolvido, e os viajantes vão ao BackPackers, o que permite encontrar um hotel não tão caro.

 

BH: O que você geralmente leva na bagagem quando viaja? O que não pode faltar para quem está vindo para a Amazônia?

Camille: Posso dar várias recomendações. É muito, muito importante ter o Real na Guiana e não pensar em trocar Euro no Brasil: é difícil achar casas de câmbio. Aqui em Belém há algumas, mas, por exemplo, no caminho para ir a Algodoal, Marudá não havia nenhum caixa eletrônico ou casa de câmbio.

Então eu comi muito, muito pouco em Algodoal pois eu não tinha Real o suficiente. Não pude me organizar pois era carnaval e as casas de câmbio estavam fechadas.

É muito importante trazer em sua mochila um protetor solar,  com menos de 100 ml. Pegaram o meu no aeroporto pois ele tinha mais de 100 ml. Acabei tendo uma queimadura de sol – não achei farmácia por perto. Então, deve-se trazer um protetor solar pequeno com fator de proteção forte – 50.

É realmente importante tazer um chapéu, óculos escuros e uma capa de chuva. Eu viajo sempre com uma mochila bem pequena, pois não posso carregar muito peso. Trago uma pequena farmácia, muito importante principalmente para dor de barriga ou diarréia, pois nossa barriga não está acostumada [com comidas diferentes]. Já fiquei doente e é muito importante ter remédios para parar a dor de barriga etc, esses detalhes (risos).

Também é importante ter o creme pós-sol. Deve-se te uma toalha em micro-fibra. É uma toalha que seca super rápido, assim pode-se trocar no hotel, sem ter que ficar com a toalha molhada. Ah, sim. Muito importante também é ter uma pochete para portar os documentos, dinheiro, sob a camisa e dentro da calça.

Muito importante trazer um cartão que funcione no Brasil e outros países. Eu mesma tenho um cartão que se chama Cart Comte-Nickel – é um cartão que permite retirar dinheiro em qualquer país, um cartão internacional. E pouco importa de que lugar do mundo você retira dinheiro, a cada vez que você tira, custa 1 Euro. Então, você não terá problema, pois saberá quanto custa cada vez que retirar.

 

Sobre organização, prevenção e vacinas

 

BH: Você trouxe tudo, se organizou bem? Precisou de algo que não encontrou?

Camille: Bom, sempre coloco todas as minhas coisas em um saco plástico, quando vou me movimentar. Vários saquinhos. Então, se chove nada molha e eu consigo organizar/classificar as coisas dentro da minha mochila. Por exemplo, um saco plástico para a farmacinha, um outro pra roupas etc. O saco de congelear, que se coloca no freezer, que é hermético [fala do Ziploc] é bem útil.

Aconselho também roupas de algodão, pra que você não sinta muito calor. Não muitas roupas – 2 shorts, 3 camisas são suficientes. É melhor uma bolsa leve, pra não se chatear. E roupas largas, nada sexy já que você viaja só, uma garota.

Importante também ter um produto específico para os mosquitos e sempre colocar sobre a pele, antes de sair. Você deve saber, previamente, se tem alergia – sua pele deve conhecer o produto. Eu uso o Apaisyl.

É importante também ter um sachê contra desidratação e colocar o produto em sua garrafa. Aqui o encontrei em um posto de saúde. Não tenho certeza pois não me falaram em inglês, mas fui a um centro médico em Algodoal para comprar um creme pois estava com queimadura solar [talvez insolação] muito forte. Mas não havia creme, então me deram esse sachê contra desidratação para por na garrafa d’água – um pó branco com sódio, açúcar.

É importante observar os sintomas de chicungunha e da dengue, mas normalmente as pessoas que moram na Guiana já conhecem os sintomas. Ah, ainda sobre vacinação: na Guiana temos a obrigação de tomar a vacina contra Febre Amarela, então eu não tinha necessidade dela.

 

 

 

 

Quem quiser sair da Guiana e conhecer Belém, pode começar a montar o roteiro. Que tal pensar em alguns passeios bem bacanas que separamos aqui  pra você?

Se quiser conhecer Belém e, de quebra, dar um pulo, na Ilha do Combu, que é bem pertinho, dá uma olhada nesse post.