Como chegar a Algodoal

Você já ouviu falar que Belém é cercada de 42 ilhas, né verdade? Algumas delas nem mesmo receberam nomes ainda e várias são inexploradas. Pois bem, para muito além dessas ilhas próximas existe um pequeno paraíso paraense em que o tempo passa de outra forma.

E você vai dizer “ah, mas vocês já falaram que o Marajó é assim também!”. E isso não deixa de ser verdade. Os locais mais “escondidos” do Pará ainda passam uma sensação de tempo mais raro.

Quando você chegar a Belém, dependendo de quanto tempo vai ficar, programe uma ida a Algodoal, não tem como se arrepender. Vem conhecer com a gente.

Algodoal: conheça a ilha

Algodoal é uma das vilas da Ilha de Maiandeua, no nordeste do Pará. Sua pequena extensão – são apenas 19km quadrados – somada à beleza de suas praias e seu clima dão a ela um ar paradisíaco.

Quem gosta de natureza e aventura vai amar Algodoal: trilhas ecológicas, passeios de canoa, transporte em charrete – não entra carro na ilha – garantem a experiência. A ausência de veículos motorizados na ilha de deve ao fato de, desde 1990, ela ter se tornado Área de Proteção Ambiental.

Outras vilas que fazem parte de Maiandeua com Fortalezinha e Mocooca também são conhecidas pelos turistas, que exploram os arredores de Algodoal. Vale a pena: cada localidade tem sua peculiaridade e é um espetáculo à parte.

Prepare-se para competir pelo espaço com turistas, pois a fama da beleza de Algodoal a fez ser uma das áreas mais disputadas durante o verão paraense.

O que tem de diferente em Algodoal?

Antes de 2005, luz elétrica não existia na vila. Isso fez com que Algodoal fosse vista, ainda mais, como um pequeno paraíso. Qualquer coisa que remeta a cidade grande foge do que é a ilha: as instalações são rústicas e a natureza impera.

No entanto, muita gente jovem povoa a ilha, principalmente nas férias de julho e em datas como Ano Novo. Carimbó e tecnobrega disputam, seriamente, o espaço com reggae, som muito ouvido em Algodoal.

As praias da ilha são as principais atrações. A Praia da Princesa é uma das mais visitadas e conhecidas – chega-se a ela depois de uma caminhada partindo do centro de Algodoal.

O Lago da Princesa é uma atração do tipo “você-tem-que-ver”. Com águas bem escuras, duas trilhas levam a ela. Basta escolher de acordo com seu nível de resistência cardíaca!

Como chegar a Algodoal saindo de Belém

Para chegar a Algodoal, você deve pegar um ônibus ou van de Belém a Marudá. O terminal rodoviário de Belém fica no bairro de São Brás, do qual já falamos um pouco . São 4 horas de viagem, mas acalme-se: vai valer a pena.

Após pegar o ônibus até Marudá você vai pegar um barquinho até Algodoal. Fique atento aos horários das embarcações: saiba previamente ao chegar em Marudá. Ao chegar na Ilha de Algodoal, você pode ir até sua hospedagem a pé ou de charrete. A viação Princesa Morena é uma que faz a viagem Belém-Algodoal. O preço é, em média, R$34.

E a hospedagem? Vale a pena ficar em um hostel?

Vale. Vale muito a pena, principalmente se você vai conhecer mais de um lugar no Pará – Belém e Algodoal, por exemplo. Vale a pena ficar num hostel em Belém assim como em um hostel em Algodoal. São muitos os motivos pelos quais vale a pena ficar num hostel. Alguns deles:

  1. Economia: os valores praticados por um hostel são via de regra mais acessíveis que hotéis
  2. Amizades: caso você chegue em Belém sozinho(a) não vai tardar a encontrar alguém num hostel que esteja disposto a explorar o Pará. Amizades de viagem são algo que você deve experimentar fazer nessa vida.
  3. Autonomia: em um hostel você pode usar a cozinha quando quiser, por exemplo, o que deixa sua vida muito mais fácil na hora de economizar, conhecer os costumes de consumo do local, além de poder preparar sua comida como quiser, sem depender de ninguém.
  4. Equipe amiga: é muito comum que hóspedes criem amizades com a equipe de um hostel. Isso porque todo mundo está em clima de amizade e de conhecer as histórias um do outro. Ter essa amizade garante, também, uma conversa mais aberta sobre todas as vantagens e desvantagens de roteiros, além de trocas de relatos que podem ajudar muito na sua viagem.

 

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Visitar Belém é quente: saiba mais sobre o calor do Pará

 

Se você decidiu visitar Belém, já sabe: mais quente do que a dança da Joelma, mais brilhoso que o figurino da Gaby Amarantos, o calor paraense é quase uma entidade, um “ponto turístico”, um “tem-que-ver”.

Perto da imaginária Linha do Equador, a capital paraense que é famosa pela chuva diária, nunca oferece frio para quem vem visitá-la. Ao contrário: se você gosta de tropicalismos, visitar Belém vai enriquecer sua história.

Saiba o que trazer na bagagem, o que fazer em Belém quando o calor apertar e quais são os hábitos básicos dos paraenses e moradores da cidade que fazem o calor ser apenas mais um charme para quem vem visitar Belém.

 

Por que Belém é quente?

Vários fatores influenciam na sensação térmica que você vai ter quando visitar Belém. Um deles é o fato de Belém estar próxima à Linha do Equador – quanto mais próximas são as regiões dessa linha imaginária, mais quente ficam.

Outra característica da região é a umidade. Por ser cercada de rios e com uma flora bem presente, Belém é úmida – por aqui a chuva é quase diária, o índice pluviométrico vai às alturas. Isso também faz a sensação de calor, aquele “abafado” ficar mais forte.

Por fim, Belém, apesar de ter muitas mangueiras que lhes rendeu, inclusive, o apelido de Cidade das Mangueiras, é uma cidade pouco arborizada de forma geral. Poucas árvores, pouca proteção contra a incidência de raios solares.

 

Visitar Belém em julho: temporada de calorão

Agora, não é por que Belém é super quente que não dá pra tirar proveito disso. PAra quem não gosta do frio, pode ser o lugar ideal para parras as férias, um feriadão, um fim de semana ou mesmo uma temporada.

A época em que há menos chuvas e o calor se faz presente e menos úmido é de junho a setembro. Nessa época, as temperaturas da cidade chegam a quase 40 graus. É bom visitar Belém preparado com chapéu, protetor solar e uma boa garrafa d’água a tira colo.

Aproveite a temporada de férias

Por coincidir com o período de férias escolares, julho acaba sendo a época em que, tanto Belém quanto outras cidades e, principalmente, balneários no Pará,   tudo fica muito disputado.

No entanto, é inegável: visitar Belém em julho é uma experiência maravilhosa. Se você gosta de badalação, as praias de Salinas, Algodoal, Mosqueiro estão sempre cheias, tanto de manhã quanto à noite.

Se você for aproveitar para viajar com a família, consegue ir a locais com menos badalação, mas com paisagens paradisíacas e locais para crianças brincarem, como o Marajó.

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Do que você precisa para amenizar o calor ao visitar Belém

Bom, agora que você sabe de tudo isso, saiba, também, ao visitar Belém que algumas características de outros locais turísticos do Brasil não se repetem na capital do Pará.

Uma delas é a necessidade de banho quente. Algumas pessoas escolhem sua hospedagem ideal baseando-se na preferência por locais que tenham banho quente. Esqueça isso em Belém, principalmente nesse período: a última coisa que você vai precisar é de chuveiro com água quente.

Outra característica é que ao visitar Belém, terá a oportunidade de viajar leve: as roupas não precisam, definitivamente, de peso. O que você pode fazer é investir em itens como chapéu ou boné, protetor solar, sombrinha (ou guarda-chuva, como você preferir chamar).

 

E aí? Se animando para a viagem? Belém é fantástica e as cidades do interior do Pará também. Monte seu roteiro e, caso, precise da nossa ajuda, é só perguntar.

balnearios no para

Balneários no Pará: conheça os mais próximos de Belém

 

 

Passar uma temporada em Belém, sejam férias, um fim de semana, uma semana inteira, já é uma experiência fantástica. Isso por que tem muita coisa pra fazer na cidade: desde pontos turísticos históricos, a locais para contemplar a natureza até baladas com direito a música regional.

Mas, o Pará é um estado muito grande e você vai perceber que só Belém não vai ser suficiente: vai querer mais. Mas, em 3 dias de viagem dá pra sair da cidade? Dá pra conhecer outros lugares? Dá pra conhecer balneários no Pará?

Sim, dá!

Você precisa saber que os balneários paraenses não se resumem a praias, ou melhor, têm praias, mas elas são em sua maioria fluviais, o que é inacreditável para alguns turistas e existem também os igarapés, pequenos braços de rios que as pessoas aproveitam para se refrescar.

A gente separou os balneários no Pará mais legais para você conhecer, se você for ficar um fim de semana, uma semana ou mesmo uma temporada maior em Belém. Vem com a gente!

 

Para quem vai visitar Belém em 3 dias – Outeiro, Mosqueiro e Cotijuba

Apenas alguns minutos de carro separam Belém dessas localidades, que têm suas características específicas. Ambas podem ser acessadas tanto de carro quanto de ônibus de linhas comuns da cidade, saindo do centro e dá pra ir e voltar no mesmo dia.

Saiba mais sobre por quê se hospedar no centro de Belém é o melhor pra sua viagem.

Outeiro: é o balneário mais próximo de Belém. O mais econômico para chegar também: são apenas 30 km do centro da capital paraense até chegar à praia. Partindo do centro, as rodovias Arthur Bernardes e a Augusto Montenegro levam até a estrada de Outeiro.

Mosqueiro: recebe o apelido de “bucólica” e quando você chegar lá vai entender o por quê. A ilha é toda arborizada e com algumas casas encantadoras. A rua principal – 16 de novembro – é bem movimentada e tem soluções de comércio para tudo. Suas praias são de rio, mas têm ondas! Para chegar à bucólica, tem que pegar a BR 316 e, após passar por alguns municípios como Santa Isabel, você vai atravessar a ponte em que vai perceber como nossos rios são grandiosos e a natureza agraciou o Pará. Da ponte à praia são 20 km. Depois é só sentar numa mesinha de um dos bares e apreciar a vista, tomar banho de praia, construir seu castelinho de areia e fazer muitas fotos.

Cotijuba: é uma das 42 ilhas que formam o arquipélago que circundam a enseada que é Belém. Assim como ir à Ilha do Combu é super rápido, para chegar a Cotijuba basta, apenas, atravessar o rio. As águas, da Baía do Guajará e do Marajó são deliciosamente mornas. São 15 km de praia e o melhor: o local é o paraíso para quem quer menos badalação. O nome significa “ilha dourada” e não é tão conhecida como outros balneários. Para chegar é simples: saindo de Icoaraci (basta pegar um ônibus do Centro de Belém) de barco. Existem embarcações mais simples (os chamados pôpôpô – R$5), navio da prefeitura saindo às 9h (de R$3,10 a R$6,20). Lá na ilha dá pra se movimentar e bondinho, charrete e moto táxi.

 

Para quem vai visitar Belém em 1 semana – Salinas

O “Sal”é um dos balneários mais badalados no verão. Com cara de cidade mais desenvolvida que os outros balneários, recebe atrações, shows nacionais e é garantia de diversão pra galera mais jovem.

A gente sugere que se visite Salinas para quem vai ficar 1 semana por causa da distância e da extensão da localidade. As praias são imensas e você pode entrar em algumas de carro, estacionar lá e – tendo cuidado com a maré – ficar até mais tarde degustando a culinária local em um dos vários restaurantes à beira-mar.

Salinas está a 4 h do centro de Belém e tende a ficar bem cheia durante o verão e épocas festivas como ano novo, recebendo atrações nacionais e até mesmo internacionais. O forte do lugar são as baladas, mas dá pra aproveitar a natureza também. O por-do-sol nas praias de Salinópolis garantem fotos impressionantes.

 

Para quem vai visitar Belém por mais de 7 dias – Algodoal e Marajó

Agora sim: um lugar pra você ficar um tempo. Não que eles sejam maiores, mas Algodoal e Marajó são locais mais afastados que outros balneários, então demandam uma logística mais, digamos, pensada.

Algodoal: a ilha do amor. A extensão de areia das praias de Algodoal e o Lago da Princesa são impressionantes. Dizem que quem vai ao balneário se apaixona. Não é para menos: lá não entra carro, o tempo passa devagar e, apesar de muito mais badalado hoje em dia que antigamente, ainda conserva uma aura paradisíaca. Para chegar em Algodoal, você vai por terra até Marudá e pega uma embarcação até a ilha. São aproximadamente 4 horas de viagem, mas vale a pena ficar alguns dias – caso queira conhecer Marudá também, a viagem fica completa.

Marajó: a Ilha do Marajó dispensa apresentações para muitos turistas. Na verdade, muitos vêm a Belém já de olho nesse balneário. Soure e Salvaterra são algumas das cidades do Marajó. E a gente tem um texto todinho sobre a Ilha aqui.

Se você resolver tomar a acertada decisão de conhecer os balneários paraenses – e não vai se arrepender disso – aproveita pra vir no verão. O período de julho é o mais disputado, mas o sol fica arredio até meados de setembro. É bem quente, mas em compensação, por estar mais seco, com menos chuvas, dá pra aproveitar bem!

Se precisar de qualquer informação, já sabe que pode contar com a gente, né?